O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o apoio à parceria comercial entre o Mercosul e a União Europeia durante evento na Alemanha. O tratado, desenhado para integrar um mercado de 720 milhões de consumidores, possui um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões e busca fortalecer as cadeias de suprimentos globais.
Integração produtiva e descarbonização
O governo brasileiro aponta que a cooperação estratégica permite ao Brasil auxiliar o bloco europeu na redução de custos energéticos. Segundo o presidente, a integração é uma ferramenta fundamental no processo de descarbonização da economia, alinhando interesses produtivos entre as duas regiões.
Críticas a barreiras comerciais
Apesar do otimismo com a integração, o Executivo manifestou resistência contra restrições impostas aos produtos nacionais. Lula refutou críticas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira, classificando como contraproducentes as barreiras de acesso aos biocombustíveis e a propagação de desinformação sobre as práticas ambientais do país.
Reforma em organismos multilaterais
O chefe do Executivo aproveitou o cenário internacional para cobrar mudanças estruturais na Organização Mundial do Comércio (OMC). Para o mandatário, a inclusão dos interesses do Sul Global é um requisito indispensável para garantir a legitimidade e a eficácia das decisões tomadas por arranjos multilaterais frente às tensões geopolíticas atuais.
Fonte: Infomoney