Juros futuros recuam com queda do petróleo e alívio na inflação

Juros futuros apresentam queda acentuada com o recuo dos preços do petróleo e expectativas de inflação mais controlada no Brasil.
Gráfico representando a variação das taxas de juros e indicadores econômicos. Gráfico representando a variação das taxas de juros e indicadores econômicos.
Juros futuros recuam com queda do petróleo e alívio na inflação em destaque no AEconomia.news.

Os juros futuros registraram forte queda no pregão desta sexta-feira (17), impulsionados pela desvalorização dos preços do petróleo no mercado internacional após a reabertura do Estreito de Ormuz. O movimento reflete uma mudança na percepção dos investidores, que passaram a precificar uma inflação mais controlada no Brasil e, consequentemente, maior espaço para o Banco Central prosseguir com o ciclo de cortes da taxa Selic.

Gráfico de variação das taxas de juros
Queda nos juros futuros reflete otimismo com a estabilização dos preços globais de energia.

O que você precisa saber

  • A reabertura do Estreito de Ormuz reduziu o prêmio de risco sobre a commodity, que impacta cerca de 20% do fluxo global.
  • As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em 2027, 2028, 2029 e 2031 encerraram o dia em trajetória de baixa.
  • A inflação implícita, medida pela diferença entre juros nominais e taxas reais, recuou de 5,54% para 5,29% segundo dados daAnbima.

Impacto na política monetária

A volatilidade na renda fixa tem sido frequente. Com o petróleo voltando a patamares inferiores a US$ 90 por barril, o mercado reavalia as expectativas para a próxima reunião do Copom. A probabilidade de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros apresentou alta, enquanto a expectativa de manutenção da taxa em 14,75% diminuiu.

Perspectivas para a curva de juros

Apesar do alívio imediato, especialistas alertam que a trajetória dos juros no Brasil permanece condicionada a fatores estruturais. Segundo Benjamin Mandel, chefe de pesquisa da Jubarte Capital, a inércia no processo de formação de preços e a necessidade de ancoragem das expectativas na meta de 3% do Banco Central limitam a intensidade dos cortes. A credibilidade da autoridade monetária segue como ponto central para evitar que choques de oferta se transformem em pressões inflacionárias persistentes.

Fonte: Globo

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