Flávio Bolsonaro busca marqueteiros para evitar radicalização na campanha

Flávio Bolsonaro busca marqueteiros experientes para sua pré-campanha, com foco em evitar a radicalização e atrair eleitores fora da base bolsonarista.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) está focando na formação de uma equipe política e de comunicação. O objetivo é explorar o desgaste do governo Lula (PT) e apresentar o senador a eleitores que não são bolsonaristas, evitando a radicalização vista como um erro em campanhas anteriores.

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Flávio Bolsonaro busca se apresentar com um perfil mais conciliador em comparação ao de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para isso, o senador contratou marqueteiros e exonerou um assessor para atuar exclusivamente na campanha eleitoral.

O especialista em estratégia Marcos Carvalho, da AM4, foi contratado para liderar o planejamento, gestão e produção de materiais, com uso de inteligência de dados. Carvalho tem experiência em campanhas políticas, tendo trabalhado para Bolsonaro em 2018 e para Lula em 2022.

A equipe de Flávio Bolsonaro também busca um marqueteiro experiente para coordenar a comunicação e as peças para TV, aproveitando o espaço eleitoral do PL. Embora haja pressa para preencher o cargo, ele pode ficar vago.

Outros nomes foram cogitados, como Paulo Vasconcelos e Jorge Gerez, mas enfrentaram conflitos de agenda ou não foram a escolha final. O publicitário Sergio Lima, marqueteiro de Bolsonaro em 2022, deixou a equipe, defendendo que Flávio converse com eleitores fora de sua base e evite embates.

Marcello Lopes, amigo de Flávio, estuda integrar formalmente a equipe, enquanto o marqueteiro Pablo Nobel tem sua viabilidade questionada devido a compromissos com a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O senador Rogério Marinho (PL-RN) será o coordenador da campanha, responsável pelo plano de governo e pela articulação de candidatos alinhados ao bolsonarismo. O PL busca pré-candidatos a governador em 12 estados e alianças com outros partidos.

No Senado, o plano é consolidar uma maioria pró-impeachment de ministros do STF e ganhar controle da Casa em 2027. Estima-se que mais de 50 candidatos da direita bolsonarista possam ser eleitos, formando uma oposição significativa a Lula.

Fonte: UOL

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