Fed de Dallas projeta impacto da guerra no Irã na inflação dos EUA

Estudo do Fed de Dallas projeta que um bloqueio no Estreito de Ormuz pode elevar o petróleo e pressionar a inflação americana significativamente.
Gráfico representando a variação do preço do petróleo conforme o fechamento do estreito de Ormuz. Gráfico representando a variação do preço do petróleo conforme o fechamento do estreito de Ormuz.
Fed de Dallas projeta impacto da guerra no Irã na inflação dos EUA em destaque no AEconomia.news.

Um estudo recente do Fed de Dallas quantifica os efeitos de um eventual fechamento do Estreito de Ormuz sobre a inflação americana. A pesquisa aponta que a interrupção das exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico, que representa cerca de 20% da oferta global, elevaria os preços da commodity e pressionaria o índice de preços ao consumidor.

Cenários de impacto no preço do petróleo

Segundo os pesquisadores, o fechamento do estreito por um, dois ou três trimestres elevaria o preço do barril de petróleo WTI para US$ 110, US$ 132 e US$ 167, respectivamente. Esse choque de oferta superaria em magnitude os episódios de 1973 e 1990. O impacto no PCE, o deflator do consumo do PIB, seria de até 1,47 ponto percentual em um cenário de três trimestres de bloqueio.

Reflexos na política monetária e expectativas

O estudo destaca que, embora o impacto direto nos preços seja elevado, as expectativas de inflação dos consumidores americanos para prazos mais longos permanecem menos sensíveis. A análise visa auxiliar bancos centrais a incorporar choques geopolíticos em suas estratégias de política econômica, apesar da incerteza sobre a duração das hostilidades no Oriente Médio.

Limites da alta e incertezas geopolíticas

O modelo econômico indica que a própria contração da atividade global, decorrente da destruição da demanda, atua como um limitador para que os preços do petróleo não alcancem patamares mais extremos. Contudo, a persistência da insegurança sobre a reabertura das rotas comerciais mantém o cenário de risco elevado para a economia global, dificultando previsões precisas para as autoridades monetárias.

Fonte: Estadão

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