O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma, por meio da PNAD Contínua 2025, que a população feminina supera a masculina no Brasil em mais de 5 milhões de pessoas. O levantamento indica a existência de aproximadamente 103 milhões de homens para 108 milhões de mulheres, estabelecendo uma razão de 95,4 homens para cada 100 mulheres.
O que você precisa saber
- A diferença populacional entre gêneros varia conforme a localização geográfica e o perfil econômico regional.
- A disparidade torna-se mais acentuada nas faixas etárias mais elevadas, refletindo a maior longevidade feminina.
- Estados com forte presença de mineração e agronegócio apresentam maior equilíbrio ou predominância masculina.
Disparidade regional e demográfica
Embora o padrão nacional indique maioria feminina, a distribuição populacional não é uniforme. Em estados como São Paulo, a diferença atinge 1,2 milhão de pessoas, enquanto no Rio de Janeiro o hiato é de 770 mil. Em contrapartida, regiões como Tocantins, Santa Catarina, Mato Grosso e Maranhão registram predominância masculina, fenômeno associado à oferta de trabalho em setores específicos como o agronegócio.
A análise por idade revela que a desproporção cresce entre os idosos. Na faixa de 60 anos ou mais, o Brasil conta com 19 milhões de mulheres contra 15 milhões de homens. A inversão ocorre apenas nas faixas mais jovens, influenciada por taxas de mortalidade em acidentes e episódios de violência.
Tendência histórica e longevidade
Dados comparativos mostram que a diferença entre os gêneros tem se ampliado ao longo dos anos. Em 2012, a disparidade era de 4,37 milhões, saltando para 5,31 milhões em 2026. Embora nasçam mais homens, a expectativa de vida superior das mulheres consolida a maioria feminina na estrutura demográfica brasileira, impactando o planejamento de políticas públicas e previdência.
Fonte: Moneytimes