Economistas do Top 5 do relatório Focus do Banco Central alertam que o Brasil enfrenta fragilidades em seu ciclo econômico, o que exige uma política monetária mais conservadora diante do choque nos preços do petróleo. Diferentemente de outras economias, o país apresentava inflação mais elevada e expectativas desancoradas da meta antes mesmo do conflito.
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Aurélio Bicalho, economista-chefe da Vinland Capital, destaca que a projeção de inflação para o Brasil, que se aproximava de 3% em junho, agora deve atingir 4% e fechar o ano entre 4,5% e 5%. Essa mudança impacta o cenário econômico e a possibilidade de cortes na taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
Daniel Weeks, economista-chefe da J. Safra Asset Management, concorda que os ganhos na inflação foram impulsionados pelo cenário externo, tornando o processo de desinflação mais vulnerável. Ele aponta que a alta nas expectativas de inflação de longo prazo, mesmo com um choque de curto prazo, reflete um desequilíbrio na economia brasileira.
Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, ressalta a importância de entender a duração dos impactos do choque do petróleo na inflação, considerando tanto os efeitos de curto prazo quanto os estruturais. Ela observa que a comunicação do Banco Central do Brasil se alinha ao conservadorismo de outras autoridades monetárias globais.
Adriano Valladão, economista do Santander, tem uma visão mais otimista, prevendo um efeito inflacionário mais contido no curto prazo. Ele enfatiza a necessidade de observar o comportamento da economia até 2027, além do impacto imediato do choque, e menciona o bom desempenho do real em meio à incerteza.
Flávio Serrano, economista-chefe do banco Bmg, sugere que o cenário global pode exigir juros mais altos no curto prazo, mas que a postura restritiva atual pode levar a taxas mais baixas em anos futuros.
Fonte: Globo