A declaração do Imposto de Renda pode levar contribuintes à malha fina da Receita Federal por inconsistências entre as informações prestadas e os dados recebidos por outros meios. A colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explica os principais pontos de atenção.
O que você precisa saber
- Omissão de rendimentos de dependentes é uma das principais armadilhas.
- Despesas médicas sem comprovação ou que não sejam dedutíveis podem gerar problemas.
- Aumento patrimonial incompatível com a renda declarada é um fator de alerta para a Receita.
Principais armadilhas na declaração do IR
Uma das ciladas mais comuns é esquecer de declarar rendimentos de dependentes. Se um familiar é listado como dependente, seus rendimentos também devem constar na declaração principal. Outro ponto sensível são as despesas médicas. É fundamental que todas as despesas lançadas possuam comprovação idônea, como recibos ou notas fiscais, contendo nome do profissional, CPF/CNPJ, data e valor, além de serem dedutíveis.
A omissão de rendimentos, como salários, aluguéis, aposentadorias ou honorários, também é um erro frequente. Além disso, informar um valor de imposto retido na fonte diferente do que a fonte pagadora (empresa, banco) declarou à Receita pode levar a explicações adicionais.
Aumento patrimonial e a Receita Federal
A Receita Federal também cruza dados de patrimônio com renda. Um aumento patrimonial que não condiz com a renda declarada, como a compra de imóveis, veículos ou aportes financeiros sem lastro em rendimentos declarados, pode levantar suspeitas. A evolução patrimonial deve ser compatível com os ganhos informados.
A malha fina, muitas vezes, não decorre de grandes irregularidades, mas de erros simples causados por pressa, excesso de confiança ou procrastinação. A conferência atenta da declaração, mesmo quando pré-preenchida, é essencial para evitar transtornos.
Fonte: Estadão