Na disputa pelo espaço no campo conservador, os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (DC) participaram da 39ª edição do Fórum da Liberdade em Porto Alegre. O objetivo foi tentar se diferenciar diante de um eleitorado também disputado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).




Apesar do alinhamento em pautas como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e críticas ao Judiciário e à política econômica do governo Lula, os três apresentaram perfis distintos dentro do campo da direita.
Caiado foca em experiência e agronegócio
Ronaldo Caiado buscou se apresentar como político experiente, destacou sua proximidade com o agronegócio e reafirmou que, se eleito presidente, seu primeiro ato será conceder anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.
Zema defende penas mais duras e agregador
Romeu Zema defendeu o agravamento de penas para crimes cometidos por agentes públicos, especialmente do Judiciário, sem citar nomes. Ele afirmou que a aliança formada para sua reeleição em 2022, composta por nove partidos, demonstra sua capacidade de agregar outros partidos.
Aldo Rebelo critica o STF e se define como nacionalista
Aldo Rebelo foi quem mais teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o Brasil não é governável com a atual composição da corte. Ele se definiu como “nacionalista e em defesa do desenvolvimento”, crítico da atuação de ONGs internacionais e do identitarismo.
Propostas de segurança pública divergem
Os pré-candidatos defenderam políticas de segurança alinhadas com lideranças conservadoras no continente. Caiado disse que encaminharia um projeto ao Congresso para classificar facções como grupos terroristas. Zema mencionou o modelo de segurança de Nayib Bukele em El Salvador como exemplo. Aldo Rebelo defendeu o endurecimento da legislação penal, relacionando o tema à atuação de facções na Amazônia.
Os organizadores do evento informaram que outros pré-candidatos foram convidados, mas não responderam.
Fonte: UOL