O BTG Pactual, através de seu chairman e sócio sênior André Esteves, informou que o banco está analisando a aquisição de ativos do Banco de Brasília (BRB). No entanto, as operações originadas do Banco Master não serão incluídas nesta avaliação. A declaração foi feita durante a Conferência de Carreiras, promovida pela plataforma Na Prática, um braço educacional do BTG Pactual.
Avaliação de ativos e exclusão do Master
Esteves destacou que o BTG já realizou aquisições de ativos no passado e mantém a avaliação de outros ativos do BRB. Contudo, ele reiterou que as operações do Master não serão consideradas. A venda do Banco de Brasília ainda não foi anunciada oficialmente, mas especulações de mercado sugerem a possibilidade de aquisição de parte ou totalidade do banco por outra instituição financeira.
Contexto de aquisições e negociações
O BTG Pactual é conhecido por sua experiência em resgatar instituições financeiras em dificuldades, como o Banco Panamericano, Bamerindus e Banco Nacional. Recentemente, o banco anunciou a conclusão da aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, que enfrentava fragilidade financeira.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, estiveram em São Paulo na semana passada, visitando bancos. Segundo informações divulgadas, o BRB negocia a venda de ativos pertencentes ao Banco Master por R$ 15 bilhões. Adicionalmente, o banco busca obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, com o apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de outros bancos, para cobrir o déficit gerado pelas operações com o Banco Master, que foi liquidado em novembro passado.
Outros grandes bancos do país, pertencentes ao grupo S1, também estão adquirindo ativos do BRB. Bradesco e Itaú, por exemplo, já negociaram R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos por Estados e Municípios com aval da União.
Fonte: Moneytimes