O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), intensificou as articulações para viabilizar sua candidatura ao Senado por São Paulo. A movimentação ocorre após o político ter sido preterido para a vaga de vice na chapa à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pretende manter a dobradinha com Felício Ramuth (MDB).
Tarcísio sinalizou a aliados que André do Prado tem seu apoio na corrida pela segunda vaga ao Senado, mas a decisão final sobre o nome cabe a Eduardo Bolsonaro. O governador afirmou que conversará com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com Eduardo Bolsonaro sobre a escolha, buscando o melhor nome para representar o grupo.
André do Prado, aliado de Tarcísio, está em seu quarto mandato consecutivo na Alesp e foi indicado à presidência do Legislativo por Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ele conquistou a confiança do governador ao viabilizar a aprovação de projetos importantes do Executivo, como a privatização da Sabesp e o programa de escolas cívico-militares.
Parlamentares do PL defendem a indicação de André do Prado ao Senado, argumentando que uma candidatura à reeleição representaria um retrocesso em sua trajetória Política. O deputado Alex Madureira, líder do PL na Assembleia, declarou que a bancada do partido apoia a indicação.
Decisão passa por Eduardo Bolsonaro
Para viabilizar seu nome, André do Prado precisa convencer Eduardo Bolsonaro, considerado o principal influenciador na escolha da vaga. André já viajou aos Estados Unidos para conversar com Eduardo, mas ainda não obteve uma definição. Ele planeja uma nova viagem para retomar as negociações.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que apoiará a indicação de Eduardo Bolsonaro. Antes de se mudar para os Estados Unidos, Eduardo seria candidato a senador na chapa com Guilherme Derrite (PP), o que lhe confere grande influência na escolha do substituto.
Nos últimos meses, a disputa pela vaga se concentrou entre o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL). Uma ala do PL defende nomes ideológicos como Frias e Mello Araújo, enquanto Tarcísio e seus aliados preferem uma opção moderada como André do Prado, visando atrair eleitores de centro.
A ex-ministra Simone Tebet (PSB) já confirmou sua candidatura ao Senado. Outros nomes cotados para a segunda vaga incluem Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Pesquisas indicam que Tebet, Derrite e Marina estão tecnicamente empatados na disputa, com Mello Araújo e Ricardo Salles aparecendo em seguida.
Fonte: Estadão