As bolsas de Nova York registraram altas superiores a 2% e os preços do petróleo despencaram após os Estados Unidos e o Irã concordarem com um cessar-fogo de duas semanas. A mídia estatal iraniana informou que o país retomou o fechamento da via devido a novos ataques de Israel ao Líbano, o que fez os preços do petróleo se afastarem das mínimas do dia.
Por volta das 13h20, o índice Dow Jones subia 2,61%, aos 47.799,75 pontos; o S&P 500 avançava 2,37%, aos 6.773,15 pontos e o Nasdaq Composto tinha alta de 2,82%, aos 22.640,92. O petróleo Brent para entrega em junho caía 13,39% a US$ 94,63 por barril, e o WTI para maio recuava 15,61% a US$ 95,33. Os preços chegaram a cair 19% e a rondar os US$ 90 o barril.
O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – caía 1,05% a 98,81 pontos. Nos mercados de Treasuries, o rendimento da T-Note de 2 anos cedia a 3,773%, de 3,798% no fechamento anterior, e o yield do papel de 10 anos recuava a 4,274%, de 4,300%.
Estrategistas do Rabobank apontam que as últimas notícias indicam um cenário-base de término dos combates em meados de abril, com reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Eles ressaltam, contudo, que a trégua de curto prazo não configura um acordo e que a pausa será seguida por incerteza prolongada.
As apostas em aumentos de juros no curto prazo evaporaram, com os mercados precificando para este ano duas altas pelo Banco Central Europeu (BCE) e apenas uma pelo Banco da Inglaterra (BoE). Nos Estados Unidos, investidores veem uma probabilidade de 43% de pelo menos um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) até dezembro, acima dos 14% de um dia atrás.
O mercado acompanha a divulgação da ata da decisão de política monetária do Fed de março. Houve opiniões divergentes entre os membros do comitê quanto à magnitude do choque energético e suas implicações futuras, embora a maioria não veja alta de juros como cenário-base.
Fontes: Globo Moneytimes