Banco Central: “Gordura” da Selic ser afetada por conflito no Irã

Diretor do Banco Central, Nilton David, alerta que a “gordura” da Selic pode ser afetada pelo conflito no Irã e seus impactos na inflação.

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que a taxa Selic possui atualmente mais margem de manobra do que há seis meses. No entanto, ele indicou que o conflito no Irã pode impactar essa folga nos juros ao gerar um choque relevante nos preços.

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Em um evento promovido pelo Bradesco BBI, David explicou que o Banco Central iniciou um processo de “calibração” da taxa Selic, e não um “afrouxamento”, com o objetivo de manter os juros em território restritivo.

“O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente que esse evento do conflito vai do outro lado, porque ele está dando um choque de preços relevante que tem chances reais de ter efeitos de segunda ordem”, disse, ressaltando que a autarquia não pode “baixar a guarda”.

O BC reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em março, para 14,75% ao ano. A instituição não deu indicações claras sobre os próximos passos, defendendo a manutenção dos juros em nível restritivo e apontando o aumento das incertezas devido à guerra no Irã.

Diante de uma recente piora nas previsões de mercado para a inflação em prazos mais longos, David declarou que esse movimento nas expectativas sugere uma visão de que o BC pode não combater os efeitos de segunda ordem da inflação, o que ele considera um “equívoco”.

“O Banco Central vai buscar a meta”, assegurou.

David também mencionou que o nível de incerteza no cenário atual está mais elevado, mas reforçou a convicção do BC de que a política monetária está sendo eficaz.

Em sua apresentação, o diretor observou que o conflito no Irã tende a desacelerar a atividade econômica global. Segundo ele, a alta do petróleo decorrente da guerra não deve impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Fonte: Moneytimes

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