Bill Ackman propõe comprar Universal Music por US$ 64,3 bilhões

Bill Ackman propõe comprar a Universal Music por US$ 64,3 bilhões, buscando destravar valor em uma das maiores gravadoras do mundo.

O bilionário Bill Ackman, através de sua gestora Pershing Square, apresentou uma proposta para adquirir a Universal Music, a maior gravadora do mundo, por US$ 64,3 bilhões (R$ 328,5 bilhões na cotação atual). A intenção é realizar uma fusão, remover a Universal da bolsa de Amsterdã e listá-la em Nova York.

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O conselho da gravadora confirmou o recebimento da oferta e informou que analisará os impactos para acionistas, artistas e funcionários antes de dar uma resposta. Ackman já era um acionista relevante da Universal antes da proposta.

Universal Music: gigante do mercado fonográfico

A Universal Music controla selos importantes como EMI, Island e Def Jam, além do lendário estúdio Abbey Road. A empresa detém uma fatia significativa do mercado fonográfico global, desde mídias físicas até o streaming.

Entre os artistas de renome internacional em seu catálogo estão Taylor Swift, Drake, Kendrick Lamar, Sabrina Carpenter, The Weeknd e Billie Eilish. No Brasil, a gravadora representa nomes como Anitta, Luan Santana, Djavan, Seu Jorge e o catálogo de Marília Mendonça.

O interesse de Ackman na Universal Music

Bill Ackman já expressou publicamente seu descontentamento com a baixa liquidez das ações da Universal Music e a pouca participação de investidores norte-americanos. A proposta se alinha com seu perfil de investidor ativista, argumentando que a gravadora vale mais do que o preço atual de suas ações, impulsionada pelo crescimento do streaming e pela força de seu catálogo.

Bill Ackman: o ‘baby Buffett’

No início dos anos 2000, Bill Ackman foi apelidado de “Baby Buffett” pela imprensa especializada devido à semelhança de sua estratégia com a de Warren Buffett, focada em valor, longo prazo e análises fundamentalistas. Contudo, Ackman difere de Buffett por sua postura mais confrontadora.

Pershing Square: a gestora ativista

Fundada por Ackman em 2004, a Pershing Square Capital Management iniciou como um hedge fund e evoluiu para uma casa de investimento ativista. A estratégia envolve a compra de participações relevantes em um número limitado de empresas para pressionar por mudanças e destravar valor. O foco são negócios previsíveis e com boa geração de caixa.

A gestora administra entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em ativos e opera veículos de capital permanente, como a Pershing Square Holdings, para mitigar riscos de resgates forçados.

Histórico de apostas de Ackman

Ackman ganhou notoriedade em 2008 com apostas contra seguradoras de crédito durante a crise imobiliária nos EUA, obtendo ganhos bilionários. Em 2020, lucrou mais de US$ 2 bilhões ao comprar proteção contra o colapso do mercado antes da pandemia. A recuperação da Chipotle, rede de culinária mexicana, também é um de seus grandes sucessos.

Tropeços de Bill Ackman

Apesar dos acertos, Ackman também enfrentou perdas financeiras, como no caso da Herbalife em 2012. Sua campanha contra a empresa, acusando-a de esquema de pirâmide, resultou em multas e mudanças no modelo de negócios, mas a companhia continuou operando, e Ackman amargou prejuízos.

O patrimônio pessoal de Bill Ackman é estimado em cerca de US$ 9 bilhões.

Fonte: Moneytimes

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