O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sofreu ferimentos graves no rosto e nas pernas durante um ataque aéreo que atingiu o complexo do líder no centro de Teerã, mas permanece lúcido e ativo nas decisões do governo, segundo informações da agência Reuters.
O político de 56 anos segue em recuperação, mas mantém a lucidez mental, de acordo com três fontes do círculo íntimo do líder iraniano. O rosto de Khamenei teria ficado desfigurado no bombardeio.
Khamenei tem participado de reuniões com altos funcionários por meio de audioconferências e segue envolvido na tomada de decisões sobre temas centrais, como a condução da guerra e as negociações com os Estados Unidos, informou a agência.
Informações de inteligência dos Estados Unidos e de Israel haviam indicado anteriormente que o líder iraniano estaria incapacitado e sob tratamento médico, em estado grave e sem condições de participar de decisões do regime.
O Irã confirmou que Mojtaba Khamenei foi ferido no mesmo ataque que matou seu pai, o ex-líder supremo Ali Khamenei, e outros familiares. Desde então, ele não foi visto em público. Apenas duas declarações atribuídas ao líder foram divulgadas pela televisão estatal, além de um vídeo produzido por inteligência artificial.
A ausência prolongada e as informações sobre seu estado de saúde alimentaram especulações de que a Guarda Revolucionária Islâmica teria assumido o controle efetivo do país, enquanto Mojtaba atuaria de forma limitada. Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar negociando com autoridades iranianas, e não diretamente com o líder supremo.
Há 40 dias completaram-se desde a morte de Ali Khamenei, pai de Mojtaba, em 28 de fevereiro, marcando o fim do período tradicional de luto no islamismo xiita. O corpo do líder estaria sendo preparado para sepultamento em Qom.
A demora na realização do funeral levanta questionamentos, já que a tradição xiita prevê enterros rápidos. O governo iraniano afirmou que a cerimônia foi adiada devido à “expectativa de uma participação sem precedentes”.
Fonte: Infomoney