Violência policial em SP cresce 41% em 2026, com alta de 283% na Baixada Santista

Violência policial em SP cresce 41% em 2026, com Baixada Santista registrando alta de 283%. Letalidade policial e outros crimes em foco.

A letalidade policial no estado de São Paulo registrou um aumento de 41% nos primeiros dois meses de 2026, com 130 pessoas mortas em intervenções policiais. A região da Baixada Santista se destaca com um crescimento alarmante de 283% nas mortes causadas por policiais no mesmo período.

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Esses números confirmam a tendência de alta após um recorde histórico no último trimestre de 2025, quando 276 mortes foram registradas. A escalada na Baixada Santista, que já foi palco de operações policiais de alta letalidade, como a Escudo e a Verão, deflagradas após assassinatos de policiais, contribui significativamente para o aumento geral.

Letalidade na Baixada Santista dispara

Em janeiro e fevereiro de 2025, a Baixada Santista registrou seis mortes provocadas por policiais. No mesmo período em 2026, esse número saltou para 23, representando um aumento de 283%. Os dados englobam casos em que os policiais estavam em serviço ou de folga.

Queda em outros crimes contrasta com aumento da violência policial

Paradoxalmente, o estado de São Paulo apresentou queda em outros indicadores criminais. O homicídio doloso, por exemplo, registrou 392 casos no primeiro bimestre de 2026, uma redução de 7,5% em relação ao ano anterior e o menor número para o período na série histórica. Roubos e furtos também apresentaram recuo.

No entanto, feminicídios continuam em alta, com 56 casos registrados em janeiro e fevereiro, o maior número desde 2018. A Secretaria de Segurança Pública atribui o aumento da letalidade policial à intensificação do enfrentamento à criminalidade violenta e organizada, com operações de alta complexidade.

Tropa de elite e câmeras corporais em debate

Batalhões como a Rota e o Baep, considerados tropas de elite da PM paulista, têm se envolvido em ocorrências com maior frequência e quantidade de mortes. A Rota foi o batalhão que mais matou em 2025, com 67 casos, e já se envolveu em 22 mortes neste ano, segundo dados do Ministério Público.

O debate sobre o uso de câmeras corporais pela polícia também se intensifica. Embora o governador Tarcísio de Freitas tenha expressado críticas anteriores ao programa, ele admitiu ter se equivocado. As novas regras permitem que o policial acione a câmera, o que pode impactar a coleta de provas em investigações.

A Secretaria de Segurança Pública afirma que todas as ocorrências de morte decorrente de intervenção policial são rigorosamente investigadas e que as polícias paulistas não compactuam com excessos, com mais de 1.300 policiais punidos desde 2023.

Fonte: UOL

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