Documentos entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado apontam que o Banco Master realizou repasses financeiros a escritórios e empresas ligadas a diversas figuras públicas entre 2023 e 2025. As informações, declaradas à Receita Federal, detalham movimentações que somam R$ 80 milhões direcionadas ao escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Detalhes dos pagamentos e defesas
Conforme os dados apurados, os pagamentos foram realizados ao longo de 2024 e 2025. Em posicionamento oficial, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados classificou as informações como incorretas e obtidas de forma ilícita, enfatizando o sigilo fiscal e reiterando que os valores correspondem a serviços de consultoria jurídica prestados por sua equipe de especialistas.
A documentação também indica repasses de R$ 3,8 milhões para a WF Comunicação, empresa de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da gestão Jair Bolsonaro.
Relações contratuais com agentes políticos
A instituição financeira declarou ainda movimentações que totalizam R$ 65 milhões envolvendo nomes como o ex-presidente Michel Temer, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e os ex-ministros Henrique Meirelles, Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.
Em nota, os envolvidos negaram irregularidades nas contratações. Ricardo Lewandowski afirmou que a prestação de serviços de consultoria ocorreu entre sua saída do STF em 2023 e sua posse no Ministério da Justiça. Henrique Meirelles e Guido Mantega também justificaram o recebimento de verbas como remuneração por consultoria macroeconômica e financeira durante o período citado.
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Fonte: Globo