Petróleo sobe 5% com impasse entre Estados Unidos e Irã

Preço do petróleo sobe mais de 5% devido à tensão entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, afetando as cotações do Brent e WTI globalmente.
Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em março de 2026. Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em março de 2026.
Petróleo sobe 5% com impasse entre Estados Unidos e Irã em destaque no AEconomia.news.

Os preços do petróleo registraram alta superior a 5% nesta segunda-feira (20), impulsionados pela incerteza em torno das negociações de Paz entre o Irã e os Estados Unidos. O mercado financeiro reage com preocupação ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global da commodity.

Escalada das tensões no Golfo

A tensão na região aumentou após o Irã reverter a decisão de reabrir a passagem marítima. Simultaneamente, o governo norte-americano manteve as restrições impostas pela Marinha dos EUA a portos iranianos. O petróleo tipo Brent avançou 5,6%, cotado a US$ 95,48 o barril, enquanto o WTI registrou alta de 6,9%, atingindo US$ 89,61 o barril.

O cenário de instabilidade geopolítica reflete sinais contraditórios entre as potências. Enquanto o presidente Donald Trump sinaliza que um acordo pode ocorrer rapidamente, autoridades iranianas apontam obstáculos diplomáticos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, classificou as ações dos EUA como violações que dificultam o diálogo.

Impactos no mercado e logística

No último domingo, forças dos EUA interceptaram e atacaram um navio cargueiro iraniano, identificado como Touska, sob a justificativa de que a embarcação tentava romper um bloqueio naval no Golfo de Omã. O episódio elevou a cautela dos investidores sobre a segurança das rotas de abastecimento energético.

Apesar das ameaças de retaliação por parte de Teerã, há expectativas de continuidade nas tratativas. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, tem viagem prevista ao Paquistão para discutir o conflito. A situação no Oriente Médio segue como um fator de pressão para a economia global, que monitora a volatilidade das cotações de energia.

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em março de 2026.
Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz em março de 2026.

Fonte: G1

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