Banco do Brasil reduz concessão de crédito imobiliário em 2026

O Banco do Brasil registrou queda de 91% nas contratações de crédito imobiliário via poupança no primeiro bimestre de 2026, segundo dados da Abecip.
Fachada de agência do Banco do Brasil em centro financeiro. Fachada de agência do Banco do Brasil em centro financeiro.
Banco do Brasil reduz concessão de crédito imobiliário em 2026 em destaque no AEconomia.news.

O Banco do Brasil registrou uma queda acentuada nas contratações de crédito imobiliário lastreadas em recursos da caderneta de poupança no início de 2026. Entre janeiro e fevereiro, a instituição concedeu R$ 89 milhões, volume 91% inferior ao observado no mesmo período de 2025, quando o montante alcançou R$ 1 bilhão.

O resultado ficou abaixo da média do mercado, que apresentou retração de 7,6% no setor, conforme dados da Abecip. Com o desempenho, o banco caiu da quinta para a sexta posição no ranking de concessões, sendo superado pelo BRB.

Impacto na carteira e estratégia

A retração no segmento imobiliário reflete uma mudança na alocação de ativos da instituição. Enquanto o setor busca ampliar a fidelização de clientes, o Banco do Brasil prioriza o crédito rural, área que enfrentou desafios recentes devido à volatilidade de preços de commodities e eventos climáticos.

Em 2025, a carteira total de financiamento imobiliário da estatal recuou 3%, encerrando o ano em R$ 46,7 bilhões. A instituição informou que, considerando outras fontes como o FGTS e LCIs, o desembolso total atingiu R$ 580 milhões no primeiro bimestre de 2026.

Competitividade e taxas de juros

Analistas observam que as taxas de juros praticadas pelo Banco do Brasil, que partem de 11,74% ao ano mais a Taxa Referencial, estão superiores às ofertadas por instituições como a Caixa Econômica Federal. Adicionalmente, a migração de investidores da poupança para aplicações de maior rentabilidade impacta a disponibilidade de recursos para o financiamento habitacional.

A busca por eficiência operacional e a gestão de riscos em carteiras estratégicas, como a de crédito rural, pautam as decisões da instituição financeira diante do cenário macroeconômico.

Fonte: Estadão

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