Banco do Brasil: Analistas preveem desempenho fraco no 1T26 e ação cai

Analistas preveem queda de 36% no lucro do Banco do Brasil no 1T26 devido a desaceleração de crédito e custos elevados. Ação BBAS3 já sente pressão.

Analistas de mercado revisaram suas projeções para o Banco do Brasil (BBAS3), indicando um primeiro trimestre de 2026 (1T26) com desempenho abaixo do esperado. Relatórios recentes apontam para uma desaceleração na carteira de crédito e a manutenção de despesas elevadas com provisões, impactando o lucro esperado.

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O Itaú BBA, por exemplo, estima um lucro líquido de R$ 3,6 bilhões para o 1T26, o que representaria uma queda de 36% em relação ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) projetado é de 7,5%, inferior aos 12,1% registrados anteriormente. Essa projeção considera a deterioração dos estágios de crédito em diversas carteiras.

O BTG Pactual também antecipa um trimestre desafiador, com Lucro líquido possivelmente entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Os analistas ressaltam que o resultado do quarto trimestre foi beneficiado por um efeito tributário positivo extraordinário, e que melhorias operacionais claras ainda não são evidentes.

Desafios no Agronegócio e Custos Elevados

A expectativa de recuperação a partir dos reembolsos da última colheita, após o banco ter endurecido as exigências para empréstimos a agricultores, parece não se concretizar no ritmo esperado. A deterioração das condições do agronegócio, agravada pelos custos mais altos de diesel e pela volatilidade cambial, sugere que o segundo trimestre também pode apresentar resultados aquém das expectativas.

O aumento dos Preços do diesel e dos fertilizantes, influenciado por conflitos internacionais, representa um obstáculo para a próxima safra, elevando os custos de produção. Paralelamente, a desvalorização do real pressiona as margens dos produtores no curto prazo.

Dia do Investidor como Termômetro

O próximo Dia do Investidor do Banco do Brasil será um indicador importante para avaliar a trajetória do portfólio do agronegócio, as tendências de provisionamento e o momento de uma possível recuperação. A data é crucial para analisar os primeiros pagamentos da última safra.

Atualmente, as ações do Banco do Brasil negociam a cerca de 0,8 vez o valor patrimonial mais recente. Com um ROE que pode ter dificuldades para atingir 10% em 2026 e um rendimento de dividendos na casa de um dígito médio, o banco enfrenta desafios para atrair investidores em comparação com seus padrões históricos.

Fonte: Moneytimes

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