A Alemanha sediou uma conferência internacional em Berlim, nesta quarta-feira (29), com o objetivo de arrecadar fundos para auxiliar as vítimas da Guerra no Sudão. O evento alcançou a meta de arrecadação, com promessas de €1,3 bilhão (aproximadamente US$ 1,53 bilhão).
O montante supera os US$ 1 bilhão arrecadados na conferência do ano anterior, realizada em Londres. O Ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, expressou esperança de que a quantia arrecadada ajude a mitigar a crise humanitária no país africano, que entra em seu quarto ano de conflito.
Alemanha amplia contribuição para ajuda humanitária
Durante o evento, Wadephul anunciou que a Alemanha destinará mais €212 milhões para assistência humanitária no Sudão. Essa nova contribuição se soma aos €155,4 milhões já reservados pelo país para projetos no Sudão no final do ano passado. O Ministro do Desenvolvimento alemão, Reem Alabali Radovan, também confirmou a liberação de €20 milhões adicionais. A Alemanha busca preencher a lacuna de financiamento deixada por cortes significativos na ajuda externa dos Estados Unidos, conforme mencionado por Wadephul.
Outros países também contribuem
O Reino Unido e a Noruega também fizeram promessas de contribuição. A Ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, comprometeu mais 146 milhões de libras (cerca de €168 milhões ou US$ 198 milhões). Já a Noruega prometeu €42 milhões. Cooper também apelou por um esforço internacional para conter o fluxo de armas para o Sudão e pressionar por um cessar-fogo imediato, ressaltando a importância da união da comunidade internacional.
Guerra no Sudão completa três anos sem perspectiva de fim
O conflito no Sudão, que se iniciou com a guerra entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF), já causou a morte de pelo menos 59.000 pessoas, segundo dados da ACLED, com 4.300 crianças entre as vítimas. Estima-se que 19 milhões de pessoas enfrentem fome aguda, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos (WFP). Cerca de 9 milhões de pessoas foram deslocadas internamente, e outras 4,5 milhões fugiram para países vizinhos.
Fonte: Dw