Vendas do varejo brasileiro renovam recorde em fevereiro, mas ficam abaixo do esperado

Vendas do varejo brasileiro atingem novo recorde histórico em fevereiro, impulsionadas por consumo básico, mas ficam abaixo das expectativas devido a juros e cenário global.
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O setor varejista do Brasil expandiu em fevereiro, atingindo um novo recorde histórico de volume de vendas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da resiliência diante dos juros elevados, o desempenho ficou aquém das projeções de economistas.

As vendas no varejo registraram uma alta de 0,6% em relação ao mês anterior, superando o avanço de 0,4% de janeiro. Contudo, o resultado ficou abaixo da expectativa de 1,0% em pesquisa da Reuters. Na comparação anual, o crescimento foi de 0,2%, enquanto a previsão era de 1,2%.

Desempenho e expectativas do setor

Analistas apontam que o mercado de trabalho aquecido deve sustentar o setor varejista ao longo do ano, mitigando o impacto dos Juros ainda altos. Medidas de estímulo no início do ano, como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil, também podem impulsionar o consumo.

Fatores de influência e cenário econômico

No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Irã já impactou os preços de transportes e alimentos em março, com o IPCA registrando a maior taxa mensal em cerca de um ano, 0,88%. O Banco Central reduziu a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual no mês passado, para 14,75%. A instituição alertou, contudo, para a necessidade de cautela em futuras decisões devido à instabilidade no Oriente Médio.

Atividades com maior e menor crescimento

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%); Combustíveis e lubrificantes (1,7%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%). Houve recuos em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%); e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Análise do IBGE

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE, o resultado positivo foi impulsionado pela recuperação de atividades que vendem produtos básicos, especialmente hiper e supermercados, que possuem grande peso no indicador geral. No comércio varejista ampliado, que abrange veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas cresceram 1,0% em relação a janeiro.

Fonte: Moneytimes

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