Ministros das Finanças de onze países emitiram um alerta sobre a persistência da pressão do conflito no Oriente Médio sobre o crescimento global, a inflação e os mercados financeiros. A declaração conjunta, divulgada durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, aponta para novos riscos à economia mundial.
O documento foi assinado pelos ministros das Finanças do Reino Unido, Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polônia e Nova Zelândia. O grupo destacou que a retomada de hostilidades ou interrupções contínuas no Estreito de Ormuz podem comprometer a segurança energética e as cadeias de suprimentos.
Os países signatários se comprometeram a implementar medidas internas com responsabilidade fiscal, focadas na população mais vulnerável. Defenderam também que os governos evitem ações protecionistas, como controles de exportação injustificados e barreiras comerciais relacionadas a hidrocarbonetos.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, informou que a instituição espera que pelo menos uma dúzia de países busquem novos programas de empréstimos devido à alta nos preços da Energia e às interrupções nas cadeias de suprimentos. Georgieva reiterou a estimativa de que o conflito pode gerar uma demanda por empréstimos entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões.