O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) foi eleito para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), com 303 votos. A indicação, que partiu da Câmara dos Deputados, agora segue para análise e confirmação no Senado Federal. A eleição de Cunha é vista como um desdobramento de um acordo político firmado no ano anterior, que garantiu o apoio do PT à eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara.
A vaga no TCU ficou disponível com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. A escolha de Odair Cunha contou com forte articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta, que buscou assegurar o cumprimento do acordo com o PT. A candidatura de Cunha foi apoiada por 12 partidos.
Disputa e articulações políticas
A eleição contou com a participação de outros cinco deputados: Elmar Nascimento (União-BA), que obteve 96 votos; Danilo Forte (PP-CE), com 27 votos; Hugo Leal (PSD-RJ), com 20 votos; e Gilson Daniel (Podemos-ES), com 6 votos. As deputadas Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP) retiraram suas candidaturas antes da votação, após articulações que incluíram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
flávio bolsonaro liderou um movimento de oposição que buscou unificar candidaturas de direita para barrar o nome do PT. No entanto, a fragmentação entre os partidos de oposição e a articulação de Hugo Motta em favor de Odair Cunha foram determinantes para o resultado.
Discurso de Odair Cunha
Em seu discurso após a eleição, Odair Cunha defendeu sua candidatura como representativa de um colegiado de deputados, e não atrelada a um partido ou ao governo. Ele ressaltou seu compromisso com a Casa e com o diálogo, afirmando que não acredita na traição como caminho político. Cunha também defendeu a importância das emendas parlamentares para a garantia de políticas públicas em todo o país.
O TCU e suas atribuições
O TCU é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três nomeados pelo Palácio do Planalto. O órgão é responsável pelo controle externo das contas públicas federais, acompanhando a execução orçamentária e financeira da União, além de fiscalizar os órgãos e entidades públicas. A Corte também analisa a prestação de contas do presidente da República.