O dólar encerrou o dia em queda de 0,07%, cotado a R$ 4,9934, o menor valor desde março de 2024. Na mínima do dia, a moeda americana atingiu R$ 4,9716. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,33%, aos 198.657 pontos, marcando o 18º Recorde de 2026.
Investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com a possibilidade de novas negociações para um acordo de paz. Indicou-se que novas conversas podem ocorrer nos próximos dias, após contato de representantes iranianos buscando um acordo.
Embaixadores de Líbano e Israel se reuniram para discutir um possível cessar-fogo, um ponto central nas negociações. Apesar da iniciativa diplomática, persistem impasses, como a recusa de Israel em negociar com o Hezbollah.
Com a expectativa de alívio nas tensões, o preço do petróleo Brent recuou 4,35%, negociado a US$ 95,04 por barril, e o WTI caiu 7,43%, a US$ 91,72. A queda no preço do petróleo impactou as ações de empresas do setor na bolsa brasileira, com a Petrobras em baixa de 4,42% e a PRIO caindo 2,28%.
No Brasil, a preocupação com o impacto da guerra sobre os combustíveis aumentou, com o alerta sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz e seus possíveis efeitos nos preços internos.
Mercados globais reagem à diplomacia
Em Wall Street, o dia foi positivo, com o Dow Jones subindo 0,66%, o S&P 500 avançando 1,17% e a Nasdaq registrando ganho de 1,96%. As bolsas europeias também fecharam em alta, impulsionadas pelo otimismo com as negociações de paz. Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong também apresentaram ganhos.
Agenda econômica e desdobramentos
O setor de serviços brasileiro apresentou crescimento em fevereiro, com alta de 0,1% na comparação mensal e 0,5% em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. O avanço foi puxado por serviços de tecnologia e transportes.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) de março subiu 0,5% no mês e 4% em 12 meses, abaixo das expectativas. A alta da energia, influenciada pelo conflito no Oriente Médio, continua pressionando a inflação.
Fontes: G1 Moneytimes