O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira em queda frente ao real, cotado a R$ 4,9969, o menor patamar em mais de dois anos. A desvalorização da moeda americana é explicada pela busca de investidores por ativos fora dos Estados Unidos, impulsionada por incertezas na política externa do presidente Donald Trump.
Quando mais dinheiro entra no país do que sai, como ocorre quando investidores internacionais veem oportunidades em ativos brasileiros, aumenta a venda de dólares em troca de reais. Isso eleva a oferta da moeda americana no mercado, pressionando seu preço para baixo.
A decisão de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz a navios que circulem na rota de ou para portos iranianos gerou incertezas. No entanto, comentários posteriores do presidente americano indicando interesse iraniano em um acordo aliviaram a percepção global de risco.
Especialistas apontam que o diferencial de juros entre Brasil e EUA, o fluxo de recursos para o Brasil e o alto patamar do petróleo também favorecem a moeda brasileira. O Brasil, como exportador líquido de commodities, tem sua balança comercial e contas externas beneficiadas.
A tendência de queda do dólar frente ao real vem desde o ano passado. Em 2025, a moeda americana acumulou baixa de 11,8%, o maior recuo em quase 10 anos. A expectativa de juros mais baixos nos EUA e incertezas políticas no país reduziram a atratividade do dólar, estimulando a busca por outras oportunidades.