Cármen Lúcia levou quatro meses para pautar cassação de Cláudio Castro no TSE

Ministra Cármen Lúcia levou quatro meses para pautar cassação de Cláudio Castro no TSE, contrariando sua afirmação de celeridade.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, demorou quatro meses para levar o processo de cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a liberação para análise do plenário.

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Como presidente da Corte eleitoral, Cármen Lúcia é a responsável por definir a pauta de julgamentos.

Em resposta a críticas do ministro Gilmar Mendes sobre a demora do TSE em julgar o caso, Cármen Lúcia afirmou que atuou de forma célere. Segundo ela, o processo foi colocado em julgamento imediatamente após a liberação pela então relatora, ministra Isabel Gallotti.

No entanto, dados do próprio TSE contradizem a afirmação da ministra. Gallotti liberou o processo para julgamento em 27 de junho, mas Cármen Lúcia só o pautou para votação em 4 de novembro.

A coluna buscou contato com a ministra por meio da assessoria do STF, mas ainda não obteve resposta.

A discussão entre Cármen Lúcia e Gilmar Mendes ocorreu durante o julgamento no STF sobre se a eleição para substituir Cláudio Castro seria direta ou indireta, após sua renúncia na véspera do julgamento de cassação no TSE.

Mendes argumentou que a lentidão do julgamento no TSE gerou “perplexidades” e “dúvidas” que dificultam a decisão dos ministros do STF sobre as eleições.

A lei estadual do Rio de Janeiro prevê eleições indiretas quando os cargos de governador e vice ficam vagos por opção própria do mandatário. Contudo, em caso de cassação, as eleições são diretas.

Castro renunciou, em tese, por opção. Contudo, como a renúncia ocorreu na véspera do julgamento no TSE, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que ele deixou o cargo por estar prestes a ser cassado, o que configuraria a necessidade de eleições diretas.

A decisão sobre o pleito no Rio foi adiada após pedido de vista do ministro Flávio Dino, com o placar em 4 a 1 a favor de eleições indiretas.

Fonte: Redir

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