A Byker, startup lançada em 2025, desenvolveu um modelo de franquia digital de locação de motocicletas com foco em atender entregadores de aplicativos. A empresa opera com uma estrutura enxuta, sem lojas físicas, conectando investidores a um mercado em expansão sem exigir equipe operacional ou conhecimento prévio no setor de transportes.
O mercado de locação de motocicletas apresentou um crescimento expressivo. Segundo o Anuário Brasileiro do Setor de Locação 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), a frota de motocicletas para aluguel saltou de 7.856 unidades em 2021 para 130.751 em 2026, um aumento de 1.564% em cinco anos.
Geraldo Carneiro, com mais de 25 anos de experiência em transporte de cargas, uniu-se a sócios para estruturar a startup, identificando a demanda crescente por motocicletas e a oferta limitada de locações confiáveis.
Modelo 100% digital
O modelo de negócios da Byker é operado integralmente por meio de um sistema proprietário, o Smart Byker. Esta plataforma centraliza a gestão da frota, o acompanhamento financeiro, a manutenção e a administração de infrações em tempo real.
O franqueado adquire as motocicletas, atualmente focadas no modelo Honda CG 160, e a Byker cuida de toda a operação, incluindo documentação, contratos, rastreamento e gestão. A escolha pela Honda se deve à preferência de cerca de 70% dos motoboys pela marca, devido à sua durabilidade e menor índice de falhas. Para o franqueado, a baixa desvalorização do ativo, com taxas de queda de valor de até 5% ao ano, reduz os riscos do investimento.
O sistema operacional da franquia inclui automações de segurança, como o bloqueio remoto do veículo em casos de inadimplência.
Aporte inicial de R$ 79 mil
O investimento para uma frota de três motocicletas, incluindo motos, taxas e legalização, é de R$ 79.185. Um plano com dez motos exige um aporte de R$ 255.601, com potencial para gerar um resultado mensal superior a R$ 10 mil para o franqueado, segundo a empresa.
Cem por cento do faturamento entra diretamente na conta do investidor, que repassa as taxas de royalties e marketing posteriormente. O prazo estimado de retorno do capital (payback) varia entre 14 e 19 meses, dependendo da escala da operação.
Expansão
Com operações iniciadas no Rio de Janeiro, a startup planeja uma expansão acelerada pelo país. Atualmente, a rede conta com três franqueados e 35 motocicletas. A meta é alcançar 30 franqueados e 300 veículos no Rio de Janeiro até o final do ano, e iniciar operações em São Paulo com 100 a 150 motos.
A empresa já faturou R$ 150 mil, recebeu um aporte de R$ 400 mil e projeta faturar R$ 2 milhões em 2026. No médio prazo, a ambição é ter 1.000 motocicletas no Rio de Janeiro e 3.000 em operação em São Paulo até 2027.
“O nosso foco não é ter uma loja bonita, é ter moto rodando e gerando receita. A gente desenhou um modelo enxuto, com tecnologia e previsibilidade, para escalar rápido e dar acesso a um mercado que não para de crescer”, afirma o fundador Geraldo Carneiro.
Fonte: Infomoney