A Usiminas informou que espera um aumento nos custos operacionais ao longo do segundo trimestre de 2026. Segundo a companhia, os efeitos da guerra no Oriente Médio estão pressionando os preços de matérias-primas, energia e fretes, o que deve limitar a expansão das margens no curto prazo.
Impacto nos resultados financeiros
Durante conferência com analistas, o vice-presidente financeiro, Diego Garcia, destacou que praticamente todos os insumos sofrerão impactos. A empresa projeta que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) permaneça estável no período, uma vez que a esperada melhora na receita por tonelada será compensada pela elevação dos custos.
O CEO da Usiminas, Marcelo Chara, explicou que parte dessa pressão não foi totalmente capturada nos resultados do primeiro trimestre devido à defasagem contábil. Para mitigar os efeitos, a siderúrgica adotou uma postura mais rigorosa em relação a ajustes de preços, tendo elevado valores para distribuidores e contratos industriais entre 5% e 6% no início de abril.
Cenário operacional e mercado
Apesar da cautela, a empresa destacou o desempenho do primeiro trimestre, impulsionado pelo setor automotivo e ganhos de eficiência. A siderúrgica entregou um Ebitda ajustado de R$ 544 milhões no período, alta de 140% em relação ao trimestre anterior.
A companhia aposta na normalização do mercado doméstico com as medidas antidumping implementadas pelo governo federal. A expectativa é que, com a redução do volume de importações, os estoques nas cadeias consumidoras se regularizem no segundo semestre.
Para enfrentar o cenário de custos, a empresa planeja aumentar a produção na usina de Ipatinga (MG) e reduzir, temporariamente, a laminação em Cubatão (SP). A conclusão das obras do sistema de injeção de carvão pulverizado em Ipatinga deve contribuir para a redução do consumo de matérias-primas a partir da segunda metade do ano.
Fonte: Infomoney