O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que o Irã não poderá enriquecer urânio, um passo considerado essencial para a construção de uma bomba atômica. A declaração ocorreu em meio a negociações para um cessar-fogo.


Na contraproposta apresentada pelo Irã, que serviu de base para a negociação, Teerã se reservava o direito de soberania sobre seu programa nuclear. Trump, em sua rede social, declarou que não haverá enriquecimento de urânio.
Ele mencionou os 441 kg de urânio enriquecido a 60% em posse iraniana, quantidade suficiente para a fabricação de dez bombas de baixo rendimento. Bombas nucleares modernas, no entanto, requerem urânio enriquecido a mais de 90%.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, esclareceu que os EUA desejam que o Irã entregue o urânio em sua posse, ou que ele será tomado. Um dos principais argumentos de Trump para a guerra era justamente cercear o programa nuclear iraniano.
Em 2018, Trump retirou os EUA do acordo de 2015, que trocava a ambição nuclear pelo relaxamento de sanções. Agora, ele busca uma combinação de medidas, incluindo a discussão do fim de sanções econômicas, ao mesmo tempo em que veta o enriquecimento de urânio.
O Irã passou a enriquecer urânio após a saída dos EUA do acordo, atingindo a massa crítica atual. O país defende a manutenção dessa capacidade como uma de suas cartas mais poderosas em negociações.
Outras questões em negociação incluem o livre trânsito pelo estreito de Hormuz e compensações pela guerra. Trump também ameaçou sobretaxar em 50% as importações de produtos de países que venderem armas ao Irã, visando desestimular o rearmamento.
O Pentágono informou que mais de 160 embarcações iranianas foram afundadas no conflito, e a Força Aérea foi significativamente afetada. A Rússia foi o principal fornecedor externo de armamentos ao Irã entre 2015 e 2024.
Embora tenha havido um acordo para venda de caças modernos, nada foi entregue até o momento. Rumores sobre fornecimento de mísseis pela China não se confirmaram. A ameaça tarifária de Trump não afeta a indústria doméstica iraniana de mísseis balísticos e drones, que garante poder de retaliação.
Fonte: UOL