A administração Trump tem intensificado a fiscalização sobre o programa de vistos H-1B, que permite a trabalhadores qualificados, como engenheiros de software, atuarem nos Estados Unidos. Diante desse cenário, profissionais estrangeiros debatem se devem permanecer no país ou abandonar o ‘Sonho Americano’.






Esses profissionais altamente qualificados e com alto nível de escolaridade têm documentado as dificuldades em construir uma carreira nos EUA. Muitos expressam a necessidade de encontrar um emprego para não ter que deixar o país, com alguns relatando o envio de centenas de candidaturas. A obtenção do visto H-1B, concedido por sorteio, permite que empresas americanas contratem profissionais internacionais por até seis anos em setores como tecnologia e medicina.
Mudanças no programa H-1B
No entanto, a administração Trump implementou mudanças no programa, incluindo a exigência de taxas elevadas e novas regras que priorizam trabalhadores estrangeiros com salários mais altos, visando aumentar a disponibilidade de empregos para americanos. Essa política tem levado alguns estrangeiros a reavaliar seus planos de carreira.
Desafios na busca por emprego
Profissionais como Wen-Hsing Huang, de Taiwan, que veio aos EUA em 2022 para trabalhar na Amazon com o visto H-1B, buscavam usar seus talentos em uma plataforma que consideravam ideal. Ananya Joshi, da Índia, que veio para um mestrado em Chicago, e Haina, da China, que se apaixonou pelos EUA durante seus estudos em Nova York, também enfrentaram dificuldades crescentes para encontrar empresas dispostas a patrocinar o visto H-1B.
Incerteza e ansiedade
A dificuldade em conseguir o patrocínio do visto se tornou um fator decisivo, com algumas empresas sequer chegando a avaliar as qualificações dos candidatos. Mesmo com salários elevados, a incerteza sobre as políticas de imigração e as demissões no setor de tecnologia geraram ansiedade. A sensação é de que o país não é mais tão acolhedor para imigrantes que contribuem para a economia.
Novos caminhos e o ‘Sonho Americano’
Diante da pressão e da incerteza, alguns profissionais optaram por buscar oportunidades fora dos EUA. Ananya Joshi encontrou um emprego em uma empresa de biotecnologia europeia, enquanto Wen-Hsing Huang retornou a Taiwan para lançar sua própria empresa. A ideia é construir um negócio que ofereça controle sobre o tempo, local e futuro, demonstrando que permanecer nos Estados Unidos não é mais o único caminho para realizar o ‘Sonho Americano’.
Fonte: The New York Times