Tesouro Reserva Pressiona CDBs com Queda nos Retornos

Com a queda nos retornos, CDBs podem sofrer pressão com a chegada do Tesouro Reserva, título atrelado à Selic com liquidez imediata.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) atrelados ao CDI estão apresentando retornos decrescentes, o que pode intensificar a pressão sobre esses investimentos com a iminente chegada do Tesouro Reserva.

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Um levantamento da Quantum Finance indica que a proporção de CDBs que remuneram ao menos 100% do CDI tem diminuído. Entre 2023 e 2025, a porcentagem de emissões com rendimento igual ou superior ao CDI caiu de 79% em 2023 para uma projeção de 64% em 2025.

A variação nas taxas oferecidas também é notável, com CDBs em 2025 apresentando rendimentos entre 70% e 125% do CDI. Essa dispersão sugere que nem todos os produtos oferecem o mesmo nível de retorno ou liquidez, tornando a comparação entre alternativas mais crítica, especialmente para aplicações de resgate rápido.

Tesouro Reserva em fase de testes

O Tesouro Nacional ainda não lançou o Tesouro Reserva, título previsto para reserva de emergência. Atualmente, o produto está em testes para um grupo restrito, sem data definida para o lançamento oficial ao público geral.

O novo título será atrelado à taxa Selic, atualmente em 14,75%, e oferecerá liquidez imediata com funcionamento 24 horas. Uma característica chave é a ausência de marcação a mercado, o que garante previsibilidade no valor a ser resgatado.

Impacto esperado no mercado

A expectativa é que o Tesouro Reserva, ao combinar retorno alinhado à Selic, simplicidade e risco soberano, eleve o patamar de comparação no mercado. Isso pode impactar negativamente os CDBs, especialmente aqueles com remuneração inferior ao CDI, que já vêm perdendo atratividade.

A Quantum Finance avalia que o Tesouro Nacional ainda está ajustando aspectos operacionais, como a liquidez contínua e a integração com sistemas de pagamento. A entrada do Tesouro Reserva no mercado tende a forçar uma reavaliação das ofertas de CDBs, impulsionando a busca por produtos mais competitivos.

Fonte: Moneytimes

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