O Tesouro Nacional confirmou o início de conversas com investidores para uma potencial emissão de títulos em euros. Esta operação marca o retorno do Brasil ao mercado europeu de capitais após um hiato de mais de dez anos.
O objetivo das interações com o mercado é calibrar as condições da oferta, incluindo prazos e níveis de preço. A emissão poderá ser concretizada dependendo da demanda dos investidores e das condições de mercado.
Segundo o Tesouro, a iniciativa Visa construir uma curva soberana de referência em euros, servindo como base para outros emissores nacionais. A retomada das emissões em euros, complementando as operações em dólares, também contribui para a diversificação cambial da dívida pública brasileira.
A operação será liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. Na semana anterior, o Tesouro já havia realizado reuniões em Londres com gestores internacionais como parte de um roadshow para fortalecer o diálogo com investidores europeus e apresentar o cenário econômico do país, a estratégia de gestão da dívida pública e as reformas recentes.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) deste ano já previa o retorno ao mercado europeu em 2026, além da avaliação para uma emissão inaugural em yuan e a continuidade das emissões em dólares. A ampliação da atuação do Brasil nos mercados internacionais, com maiores captações e diversificação de moedas e regiões, está alinhada ao objetivo de aumentar a participação da dívida em moeda estrangeira.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também mencionou a emissão de títulos públicos na China e na Europa ainda em 2026. A estratégia apresentada pela Fazenda reforça a necessidade de expandir a captação soberana em euros e yuan para diversificar o acesso ao crédito externo para empresas brasileiras e ampliar a integração financeira global.
Fontes: Globo Moneytimes Infomoney