As taxas do Tesouro Direto abriram a sexta-feira (10) mistas, com os títulos apresentando leve compressão nas taxas, especialmente nos prazos mais longos, mas com sinais de estabilização no curto prazo e surpresa com a inflação.






Entre os títulos prefixados, o movimento foi misto, mas com viés benigno. O Tesouro Prefixado 2029 subiu marginalmente de 13,33% para 13,40%, indicando uma pequena correção após a queda anterior. O 2032 ficou praticamente estável, passando de 13,65% para 13,66%, enquanto o prefixado com juros semestrais 2037 recuou levemente de 13,79% para 13,76%.
Nos títulos atrelados à inflação, o ajuste segue mais claro na ponta longa. O IPCA+ 2050 caiu de 6,87% para 6,85%, e o IPCA+ 2040 de 7,13% para 7,11%. Já o IPCA+ 2032 teve leve alta, de 7,56% para 7,58%, reforçando a cautela dos investidores no trecho intermediário.
O cenário internacional contribui para o movimento misto. Os rendimentos dos Treasuries mostram acomodação neste início de sexta-feira, após o índice de preços ao consumidor de março indicar alta de 0,9%, em linha com o esperado. Os investidores também monitoram as movimentações de EUA e Irã, com o petróleo mantendo-se relativamente estável.
No Brasil, o mercado recebeu os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que vieram acima do consenso. A inflação subiu 0,88% em março, alcançando 4,14% nos últimos 12 meses.
A surpresa altista reduziu as expectativas para os cortes de juros no Brasil. O mercado elevou as apostas de um corte menor na próxima reunião, com a probabilidade de redução de 25 pontos-base subindo para 90%, enquanto a chance de um corte de 50 pontos-base caiu para 10%.
Taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira (10):
O Tesouro Prefixado 2029 opera a 13,40%.
O Tesouro Prefixado 2032 opera a 13,66%.
O Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 opera a 13,76%.
O Tesouro IPCA+ 2032 opera a 7,58%.
O Tesouro IPCA+ 2040 opera a 7,11%.
O Tesouro IPCA+ 2050 opera a 6,85%.
Fonte: Moneytimes