O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, permanecerá no cargo até que a Corte defina sobre a eleição suplementar no Estado. Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça fluminense, está no comando estadual desde março devido ao vácuo na linha sucessória.
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Fachin reafirmou a decisão do STF de que Couto deve governar interinamente enquanto o julgamento sobre a situação eleitoral do Rio estiver suspenso. O ministro destacou que o Poder Judiciário, em sua cúpula, apoia o exercício das funções de Couto, mesmo que de natureza transitória.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o presidente da Alerj assumir o governo provisoriamente, Fachin evitou resposta direta, mas reiterou que Couto continuará no Palácio Guanabara. A decisão do Supremo é cumprir o que foi definido anteriormente, aguardando a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral.
Atritos no STF
Em entrevista, Fachin minimizou os atritos entre os ministros da Corte durante o julgamento sobre o Rio. Ele reconheceu que o colegiado pode ter compreensões distintas, mas ressaltou a importância de o tema ter sido pronunciado pelo Supremo. Fachin comparou as divergências a “sístoles e diástoles”, aplicáveis tanto a cardiologistas quanto a juízes.
A declaração de Fachin surge após um momento de tensão no julgamento, onde o ministro Luiz Fux expressou críticas à classe política do Rio. Fachin buscou transmitir uma mensagem de unidade e foco na resolução da questão eleitoral do estado.
Fonte: Globo