STJ adota rigor do CNJ para julgar caso de assédio contra Marco Buzzi

STJ adota postura mais rigorosa do CNJ em julgamento de assédio contra magistrado Marco Buzzi. Processo disciplinar deve ser instaurado.

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) devem utilizar as decisões recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em casos de assédio para fundamentar a análise do processo contra o magistrado Marco Buzzi, que enfrenta pelo menos duas denúncias.

O relatório da sindicância interna sobre o caso foi recebido pelos ministros, com conclusão pela abertura de processo disciplinar contra Buzzi. Uma sessão do tribunal, marcada para a próxima terça-feira (14), deverá confirmar a instauração do procedimento.

Postura Rígida do CNJ

O CNJ tem adotado uma postura rígida em julgamentos de assédio, não exigindo reincidência para punir juízes e valorizando o relato das vítimas, conforme estabelecido em protocolos de julgamento com perspectiva de gênero.

Argumentos da Defesa

A defesa de Buzzi argumenta que as acusações são baseadas apenas em relatos sem provas e critica o que chama de “vazamento seletivo de informações”. O magistrado alega que as denúncias são infundadas e que a condenação baseada apenas em relatos cria um precedente perigoso.

Detalhes das Acusações

Uma das denúncias contra Buzzi refere-se a assédio sexual, relatado por uma funcionária terceirizada que trabalhava em seu gabinete. A outra acusação foi feita pela filha de amigos do ministro, que narrou ter sido agarrada durante um banho de mar.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela abertura de um inquérito para apurar a conduta de Buzzi. A expectativa é que a investigação resulte na aposentadoria compulsória do magistrado, o que exigiria, no mínimo, 22 votos dos 33 ministros do STJ.

Fonte: UOL

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