O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pediu vista e interrompeu o julgamento que definirá como será a escolha do novo governador do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro. A decisão visa aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou Castro.
Até a conclusão do julgamento no STF, o comando do Palácio Guanabara permanece com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto. O placar parcial está em 4 a 1 a favor da eleição indireta, com Cristiano Zanin como o único voto pela eleição direta.
A eleição direta envolve o voto da população, enquanto a indireta é realizada pelos deputados estaduais. Dino classificou o caso como complexo e ressaltou a necessidade de clareza sobre a decisão do TSE para que o Supremo possa julgar o caso com segurança.
Ministros como André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos pela eleição indireta, argumentando a necessidade de resolver a indefinição no estado e a viabilidade técnica de uma nova eleição direta. Mendonça destacou que um eventual mandato-tampão por eleições diretas seria muito curto, considerando a proximidade das eleições gerais.
Cristiano Zanin, por outro lado, manifestou-se a favor da eleição direta, defendendo que os ministros poderiam definir a data do pleito. Luiz Fux considerou inconcebível convocar a população fluminense para duas eleições em menos de seis meses devido ao alto custo financeiro e operacional.
O próximo governador, com mandato completo, será eleito em outubro por voto direto.