Presidente do Senado decide não prorrogar CPI do Crime Organizado

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decide não prorrogar CPI do Crime Organizado, frustrando relator Alessandro Vieira. Decisão visa evitar problemas em ano eleitoral.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado. A informação foi divulgada pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

14502449
14502449
992055
992055

Segundo Vieira, o requerimento de prorrogação foi apresentado com todos os requisitos constitucionais e regimentais, mas Alcolumbre negou o pedido. A CPI, instalada no início de novembro, teria seu encerramento das atividades na próxima terça-feira (14).

Alcolumbre justificou a decisão alegando que a continuidade da CPI em um ano eleitoral poderia gerar problemas. O relator, por sua vez, expressou desapontamento, considerando a decisão um desserviço à nação e uma frustração ao interesse público.

Vieira destacou a dificuldade em investigar figuras poderosas no Brasil, afirmando que a legislação atual é mais eficaz para punir indivíduos de menor poder aquisitivo. Ele ressaltou que o relatório final da comissão será apresentado no último dia, com base nas informações já coletadas.

Dificuldades na Coleta de Informações

O relator da CPI apontou que a prorrogação seria essencial para obter acesso a documentos que ainda não foram enviados pelos órgãos requisitados. Um exemplo citado foi a necessidade de reenviar um pedido à Receita Federal para complementar dados de pagamento ao escritório de advocacia da esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que não constavam nas informações fornecidas anteriormente.

Vieira mencionou que a quebra de sigilo do Banco Master veio incompleta, exigindo solicitações adicionais para obter todos os dados necessários. As informações referentes aos pagamentos ao escritório de Viviane Barci, por exemplo, só chegaram à CPI na manhã desta terça-feira.

Pedido de Prorrogação e Análise de Documentos

O pedido de prorrogação, protocolado por Vieira na segunda-feira (6), contou com o apoio de 28 senadores. No documento, o relator argumentou que o colegiado havia reunido um “volume monumental” de documentos que demandavam mais tempo para análise, cruzamento de dados e oitiva de investigados e testemunhas.

Vieira também defendeu que a comissão não teve tempo suficiente para concluir um diagnóstico sobre a atuação de facções e milícias em diferentes estados. O relator pretendia ouvir governadores e secretários de segurança de diversas regiões.

Nesta terça-feira, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à comissão. Convocado anteriormente, ele obteve autorização do ministro do STF André Mendonça para não comparecer à reunião.

Fonte: G1

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade