O chefe-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, alertou para a possibilidade de interrupções no fornecimento de querosene de aviação no início de maio, caso o conflito no Oriente Médio persista. O executivo expressou preocupação com as consequências da guerra no Irã, que começou no final de fevereiro e já impactou o preço do petróleo.
O que você precisa saber
- O conflito no Oriente Médio pode afetar o fornecimento de querosene de aviação na Europa em maio e junho.
- A Ryanair está protegida em 80% de seu consumo de combustível, mas paga o dobro pelo restante.
- O’Leary estima um risco de 10% a 25% de desabastecimento para a companhia aérea.
Impacto do conflito no Oriente Médio
O aumento dos preços do petróleo, que já superaram os US$ 150 o barril, é uma das ramificações do conflito. No entanto, a preocupação mais imediata, segundo O’Leary, é com a disponibilidade do querosene de aviação. Os fornecedores de combustível monitoram o mercado constantemente, e o risco de desabastecimento na Europa se intensifica se a guerra se prolongar.
Perspectivas para o fornecimento
A Ryanair espera que a guerra termine antes que o problema de abastecimento se agrave. Se o conflito cessar em abril e o Estreito de Hormuz for reaberto, o risco para o fornecimento de combustível seria minimizado. Apesar da incerteza, a companhia aérea não prevê cancelamentos de voos, diferentemente de algumas concorrentes.
O CEO da EasyJet já alertou que os consumidores europeus devem esperar um aumento nos preços das passagens aéreas no final do verão, quando os contratos de hedge de combustível atuais expirarem.


Fonte: News