O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que instruiu seu gabinete a iniciar negociações com o Líbano “o mais rápido possível”. A declaração surge em meio a tensões crescentes e ataques na região.






Em resposta aos ataques, o Irã afirmou que negociações com os Estados Unidos são “sem sentido” se Israel continuar a atacar o Líbano. A posição iraniana contrasta com a visão de alguns líderes internacionais, como o presidente dos EUA, Donald Trump, que expressou otimismo sobre um acordo e sugeriu que Israel “diminuiria” sua ofensiva.
Tensão no Estreito de Ormuz e mercados
O presidente Trump alertou o Irã contra a imposição de taxas a petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de petróleo. Ele afirmou que o petróleo “começará a fluir” com ou sem a ajuda do Irã.
A trégua entre EUA, Israel e Irã trouxe um alívio temporário aos mercados africanos, mas economistas alertam para a fragilidade da recuperação devido a vulnerabilidades profundas.
Posições divergentes sobre a trégua
Enquanto o Irã considera as operações de Israel no Líbano uma violação da trégua de duas semanas com os Estados Unidos, os EUA sustentam que o acordo não abrange o Líbano. A Rússia, por outro lado, acredita que a trégua se aplica ao Líbano.
O Ministério da Saúde do Líbano revisou o número de mortos pelos ataques israelenses de quarta-feira para 303, com pelo menos 1.150 feridos. O conflito, desde 28 de fevereiro, já causou mais de 4,25 milhões de deslocados no Irã e no Líbano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte: Dw