Um icônico castelo de areia, que servia de residência para o artista Márcio Mizael e seu cachorro na Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi demolido nesta segunda-feira (30). A estrutura, que era uma atração turística há 30 anos, foi derrubada pela Subprefeitura da Barra da Tijuca após constatação de risco de desabamento.


Márcio Mizael, conhecido como Rei Castelinho, vivia dentro da construção, que possuía uma porta discreta que dava acesso à sua moradia. O artista, que se descrevia como uma mistura de Oscar Niemeyer e Antonio Gaudi, teve sua história repercutida em reportagens internacionais.
Risco de desabamento e segurança
A Subprefeitura da Barra da Tijuca informou que a retirada do castelo ocorreu após denúncias sobre as condições do local. Técnicos da Defesa Civil Municipal realizaram uma vistoria e identificaram que a escultura não possuía elementos permanentes que garantissem a segurança interna da estrutura, apresentando risco de instabilidade e desabamento.
Orientação e acolhimento oferecidos
Segundo a nota oficial, o responsável pela estrutura foi previamente orientado e pôde retirar seus pertences. A Secretaria Municipal de Assistência Social ofereceu acolhimento institucional ao artista, mas a proposta foi recusada.
Repercussão e opiniões divididas
A demolição do castelo de areia gerou reações diversas nas redes sociais. Ambientalistas apoiaram a ação da prefeitura, argumentando que se tratava de cumprimento da lei. Por outro lado, muitos frequentadores da região criticaram a decisão, considerando Márcio uma figura pública local e questionando a atuação dos agentes públicos em comparação a outros supostos abusos na orla.
A Subprefeitura da Barra da Tijuca reiterou que a estrutura apresentava risco e que o morador foi devidamente orientado e teve a oportunidade de retirar seus pertences, além de ter recebido oferta de acolhimento.
Fonte: Infomoney