Políticos trocam de partido para disputar eleições de 2026

Políticos como Ronaldo Caiado, Simone Tebet e Sergio Moro trocam de partido na janela partidária para disputar eleições em 2026. Veja os movimentos.

O período de janela partidária e o prazo para filiação e domicílio eleitoral para as eleições de 2026 registraram diversas movimentações políticas. Nomes conhecidos e pré-candidatos a cargos importantes migraram de legenda visando as disputas presidenciais, estaduais e legislativas.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e filiou-se ao PSD, com o objetivo de concorrer à Presidência. O senador Sergio Moro, também ex-União Brasil, ingressou no PL, reaproximando-se do bolsonarismo para disputar o governo do Paraná. Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina, visando uma candidatura ao Senado, e permanece no PL.

No grupo governista, a ministra Simone Tebet encerrou sua filiação de 30 anos ao MDB para se juntar ao PSB, buscando uma vaga no Senado por São Paulo em uma chapa com o PT. Em Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco trocou o PSD pelo PSB, com potencial apoio do presidente Lula para uma candidatura ao governo estadual.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, mudou de partido no início do ano, apostando em uma candidatura presidencial. A filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, ocorreu após a desistência de Ratinho Junior, que também era pré-candidato. Caiado apresentou-se como uma alternativa na direita e mencionou a possibilidade de anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Simone Tebet (PSB)

Após quase três décadas no MDB, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se ao PSB. A mudança foi articulada para sua candidatura ao Senado por São Paulo, a convite de Lula e Geraldo Alckmin. Tebet, com carreira ligada ao agronegócio em Mato Grosso do Sul, aproximou-se de Lula durante a campanha de 2022 e justificou a escolha por São Paulo pela projeção política obtida no estado.

Sergio Moro (PL)

O senador Sergio Moro oficializou sua filiação ao PL para concorrer ao governo do Paraná. A mudança marcou o rompimento do PL com o governador Ratinho Junior (PSD). Moro prometeu um palanque forte para Flávio Bolsonaro e anunciou uma chapa com nomes ligados à Lava Jato.

Rodrigo Pacheco (PSB)

Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, deixou o PSD para se filiar ao PSB, visando a disputa pelo governo de Minas Gerais em alinhamento com o presidente Lula. Sua permanência no PSD tornou-se inviável devido a planos do atual governador. Minas Gerais é um estado estratégico na corrida presidencial.

Ciro Gomes (PSDB)

O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes deixou o PDT e retornou ao PSDB para disputar o governo do Ceará. A filiação ao PSDB ocorreu em outubro de 2025, com a presença de lideranças de oposição ao PT. Ciro considerou insustentável sua permanência no PDT devido à decisão do partido de apoiar o atual governador.

Kátia Abreu (PT)

A ex-senadora Kátia Abreu filiou-se ao PT no Tocantins, classificando a mudança como um gesto de apoio à democracia e à reeleição de Lula. Ela estava no PP e a decisão contou com apoio do Palácio do Planalto. Sua entrada é vista como um reforço para a articulação política no estado.

Eliziane Gama (PT)

A senadora maranhense Eliziane Gama ingressou no PT a convite de Lula, visando a reeleição ao Senado. A mudança foi motivada por divergências de posicionamento com o PSD, que lançou Caiado para a Presidência. Eliziane optou por encerrar sua passagem de quase quatro anos na legenda.

Efraim Filho (PL)

O senador paraibano Efraim Filho trocou o União Brasil pelo PL para lançar sua pré-candidatura ao governo da Paraíba. O anúncio contou com o apoio de lideranças nacionais do PL, como Flávio Bolsonaro. A saída do União Brasil foi motivada por embates internos pelo controle da estrutura partidária no estado.

JHC (PSDB)

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), trocou o PL pelo PSDB e assumiu a presidência estadual da nova sigla. JHC renunciou ao mandato para disputar a eleição, com planos de concorrer ao governo do estado. O vice-prefeito Rodrigo Cunha assumiu a prefeitura da capital alagoana.

Soraya Thronicke (PSB)

A senadora Soraya Thronicke deixou o Podemos e filiou-se ao PSB, com apoio de Geraldo Alckmin. A mudança foi registrada antes do encerramento da janela partidária. Com mandato até 2027, ela deve concorrer à reeleição no Mato Grosso do Sul.

Trocas de partido na Câmara

A Câmara dos Deputados registrou ao menos 37 trocas de partido durante a janela partidária. Deputados puderam trocar de legenda sem perder o mandato. Algumas movimentações incluem Luizianne Lins (PT para Rede Sustentabilidade), Túlio Gadêlha (Rede para PSD), Duda Salabert (PDT para PSOL), Kim Kataguiri (União Brasil para Missão), André Janones (Avante para Rede), Rosangela Moro (União Brasil para PL) e Dani Cunha (União Brasil para PL).

A movimentação durante a janela partidária gerou atritos entre o União Brasil e o PL, com o União Brasil alegando que o PL atraiu quadros importantes do partido.

Políticos em Brasília
Janela partidária registra diversas trocas de legenda visando as eleições de 2026.

Fonte: G1

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