Petrobras cancela leilão de GLP após pressão de Lula

Petrobras cancela leilão de GLP após forte pressão do presidente Lula. Entenda o impasse e as consequências para o preço do gás de cozinha.

A Petrobras enfrenta um impasse após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionar pelo cancelamento do leilão de gás de cozinha (GLP), realizado em 31 de maio. O certame foi concluído e as entregas iniciaram em 1º de junho com novos preços, após um ágio superior a 100%.

Lula classificou o leilão como “cretinice” e “bandidagem”, afirmando que foi realizado sem orientação do governo e que o povo pobre não pagará por essa “guerra”. O aumento de preço mais expressivo ocorreu no polo Duque de Caxias (RJ), com o gás passando de R$ 33,37 para R$ 72,77, um ágio de 117%.

O GLP, assim como o óleo diesel, sofre influência da guerra no Oriente Médio devido à importação de parte do produto. O preço do gás de cozinha estava congelado desde novembro de 2024, e o aumento pode impactar o programa Gás do Povo, exigindo um ajuste no preço de referência.

A Casa Civil não estava ciente do adiamento do leilão, que ocorreu após duas prorrogações. A intenção inicial era que a subvenção do GLP fosse definida antes do leilão, mas a alta do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras alterou a ordem das prioridades.

Fontes próximas ao governo relataram reações imediatas à Petrobras, com termos como “desobediência” e “traição” sendo utilizados. O volume de GLP vendido no leilão representa cerca de 12% do total mensal da estatal e concentrou-se em sete polos de entrega.

Uma solução pode ser uma subvenção retroativa, apesar da oposição das distribuidoras. A decisão final ainda dependerá da regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As revendedoras ainda não receberam a comunicação oficial sobre os novos preços do GLP.

Fonte: Estadão

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