A proposta de alteração na jornada de trabalho no Brasil enfrenta uma nova fase de negociações na Câmara dos Deputados. Após o avanço na Comissão de Constituição e justiça, líderes da oposição condicionam a viabilização do fim da escala 6×1 à apresentação de medidas de compensação financeira voltadas ao setor produtivo.
Segundo lideranças partidárias, o Governo precisará desenhar uma contrapartida robusta para as empresas, minimizando os impactos operacionais decorrentes da mudança legislativa. O texto agora segue para uma comissão especial, que será instalada nos próximos dias pela Presidência da Câmara para debater os ajustes necessários.
Articulação e propostas alternativas
Parlamentares articulam alterações na redação original, com propostas que incluem a transição para o pagamento por hora trabalhada. Embora integrantes do PT evitem confirmar desonerações diretas, há um reconhecimento da necessidade de construir consensos para reduzir a resistência parlamentar.
As discussões sugerem que o equilíbrio pode envolver acordos setoriais e a criação de linhas de crédito específicas via BNDES para auxiliar companhias na transição. O debate sobre o custo desta medida replica preocupações fiscais recorrentes sobre a estabilidade da economia nacional.
Risco de travamento no Congresso
A oposição sinaliza o uso de estratégias regimentais para estender o tempo de análise na comissão especial. Ao utilizar todas as sessões disponíveis para discussão, parlamentares contrários ao projeto buscam prolongar o trâmite, o que pode atrasar a votação final planejada pelo entorno do presidente Lula.

Fonte: Infomoney