A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, anunciou a captação de um investimento de US$ 122 bilhões. O aporte contou com a participação de gigantes como Amazon, Nvidia e SoftBank, além do fundo MGX de Abu Dhabi e firmas de investimento como Andreessen Horowitz, TPG e T. Rowe Price. Com isso, o valor de mercado da startup atinge US$ 852 bilhões.
Este investimento se destaca como o maior do Vale do Silício, superando o valor do IPO da Saudi Aramco em 2019, que arrecadou US$ 29,4 bilhões. Pela primeira vez, a OpenAI também captou US$ 3 bilhões de investidores de varejo e informou que será incluída em ETFs administrados pela ARK Invest.
A empresa, que se aproxima de 1 bilhão de usuários globais, reporta uma receita mensal de US$ 2 bilhões, sendo 40% provenientes de clientes corporativos. O plano da OpenAI é desenvolver um superaplicativo de IA para diversos setores econômicos.
Superapp de IA para unificar ferramentas
A OpenAI visa criar um sistema unificado que integre o ChatGPT, Codex e outras funcionalidades de agentes, facilitando a interação e execução de tarefas em diferentes aplicativos e fluxos de trabalho. A empresa busca superar a limitação de inteligência pela usabilidade, oferecendo uma experiência centrada no agente.
Codex e monetização impulsionam estratégia
O Codex, ferramenta de auxílio à programação, é uma das apostas recentes da OpenAI para aumentar a eficiência de profissionais de TI. A estratégia de monetização da empresa se baseia em assinaturas e licenciamento de sua tecnologia generativa. No Brasil, os planos para consumidores variam entre R$ 39 e R$ 99 mensais, posicionando o país como o terceiro maior usuário do ChatGPT.
Investimento em infraestrutura para escala
Um dos principais desafios para a OpenAI é o custo operacional do ChatGPT. Para lidar com isso, a empresa planeja investir mais de US$ 1,4 trilhão nos próximos anos em infraestrutura física, como data centers, visando garantir a escala necessária para fornecer inteligência artificial de forma eficiente a consumidores, empresas e desenvolvedores.
Fonte: Estadão