Pesquisas de intenção de voto sugerem que um candidato anti-Lula pode obter 42% dos votos em um segundo turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançaria 45%. Cenários com Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) como adversários mostram que ambos chegariam a 42% das preferências, contra 45% de Lula.


Ainda que o desempenho de um adversário de Lula possa variar entre os turnos, o cenário de um anti-Lula com 42% dos votos no segundo turno é uma possibilidade. O presidente Lula enfrenta um desafio, com 48% do eleitorado declarando que não votaria nele de forma alguma.
Uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno dependeria da captura de eleitorado de Caiado e Zema, além de tirar 4 pontos percentuais de Lula. A direita tem demonstrado crescimento, enquanto o lulismo parece atônito diante do cenário.
Em um segundo turno hipotético, 80% dos eleitores de Flávio Bolsonaro votariam em Caiado, e 55% dos eleitores de Zema fariam o mesmo. A adesão dos eleitores de Caiado ao voto anti-Lula parece ser mais forte do que a dos eleitores de Zema. Para mitigar o risco de derrota, o lulismo precisaria conquistar eleitores de diversas bases, com Minas Gerais sendo uma região estratégica.
O eleitorado considerado “não alinhado” (nem bolsonarista, nem petista) representa 27% do total. Neste grupo, Lula leva vantagem sobre Bolsonaro, mas empata com Caiado e Zema em um segundo turno. Entre os eleitores que se declaram de “centro” (16%), Lula empata com Bolsonaro e perde para Caiado e Zema.
A Avaliação de Lula tem piorado desde o início de 2024, com um saldo negativo de 11 pontos. A insatisfação é atribuída à inflação de alimentos, instabilidade financeira e campanhas de desinformação. O presidente não apresenta saldo positivo nem entre os mais pobres, com uma piora notável nesse eleitorado, especialmente no Sudeste.
Fonte: UOL