O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o envolvimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na guerra do Irã, afirmando que o conflito não deve afetar o povo brasileiro. Lula declarou que o governo federal está empenhado em evitar o aumento do preço do óleo diesel no país, apesar dos reajustes feitos pelas distribuidoras.
Em discurso em São Paulo, Lula lamentou a venda da BR Distribuidora durante o governo anterior e expressou preocupação com a alta dos alimentos. Ele ressaltou que, mesmo com a Petrobras reduzindo seus preços, os consumidores não sentem o benefício devido à atuação dos atravessadores.
“A guerra é do [Donald] Trump, não é do povo brasileiro. E a gente não tem que servir a essa guerra”, declarou o presidente, enfatizando que o Brasil não permitirá interferências externas em seus assuntos internos.
Lula participou de um evento em celebração às cotas raciais e ao Prouni, onde defendeu a paz mundial e pediu que os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU ajam para encerrar conflitos. Ele criticou o conselho por, em sua visão, estar promovendo guerras em vez de paz.
Haddad em destaque no evento
O ex-ministro Fernando Haddad (PT) teve papel de destaque no evento em São Paulo. Lula, o ministro da Educação Camilo Santana e o vice-presidente Geraldo Alckmin exaltaram Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo. Haddad relembrou sua participação na criação do Prouni, programa que beneficiou milhões de brasileiros.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também presente, defendeu as cotas raciais como um meio de inclusão no acesso à educação superior, afirmando que a política foi fundamental para sua própria trajetória.
Inclusão e educação superior em pauta
O evento celebrou iniciativas de inclusão no acesso à educação superior, como as cotas raciais, implementadas há 16 anos, e o Prouni, que oferece bolsas de estudo em instituições particulares. O presidente assinou atos normativos relacionados a esses programas e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, voltado para redes de ensino públicas.
Cerca de 15 mil pessoas, incluindo ministros, autoridades, estudantes e jovens de movimentos sociais, participaram do evento.