Juros futuros caem com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz

Juros futuros registram queda com notícias sobre possível reabertura do Estreito de Ormuz, aliviando tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os juros futuros encerraram o dia em queda, refletindo um alívio nos prêmios globais de risco. As taxas, que apresentaram alta pela manhã, estabilizaram nos contratos de curto prazo e recuaram nos vencimentos de médio a longo prazo. Essa movimentação ocorreu em meio a notícias sobre discussões de um plano para a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã.

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O que você precisa saber

  • Juros futuros registram quarta sessão consecutiva de queda.
  • Notícias sobre o Irã e Omã discutindo a reabertura do Estreito de Ormuz aliviam a percepção de risco.
  • Mercados globais apresentaram aversão a risco e ajuste de posições na véspera de feriado prolongado.

Impacto geopolítico e financeiro

A percepção de risco global foi elevada após comentários considerados agressivos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxe um alívio. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o trânsito na rota, visando garantir a passagem segura de embarcações.

Perspectivas para o petróleo e a economia

Analistas do J.P. Morgan indicam que as hostilidades no Oriente Médio persistem, mesmo com notícias de um possível cessar-fogo. O banco mantém a expectativa de que o conflito se resolva em semanas, com um cessar-fogo sendo uma condição necessária para a reabertura do Estreito de Ormuz. A hipótese é que a interrupção na rota seja resolvida por meio de negociação, após um período de pressão na oferta e redução de estoques.

Os preços do petróleo devem permanecer elevados no segundo trimestre, possivelmente acima de US$ 100 por barril, antes de recuarem no segundo semestre de 2026. Essa queda seria impulsionada pela reabertura parcial do Estreito e pela normalização dos estoques. O risco de curto prazo aponta para um aperto nos preços do petróleo, podendo atingir US$ 120 a US$ 130 o barril, com potencial de ultrapassar US$ 150 caso os fluxos permaneçam prejudicados até meados de maio.

Fonte: Globo

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