O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viaja ao Paquistão para conversas de alto nível com o Irã, em um momento de crescentes tensões no Oriente Médio. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, descreveu as negociações como um ponto crucial para a definição de um cessar-fogo duradouro no conflito regional.






Enquanto isso, Israel confirmou que não discutirá um cessar-fogo com o Hezbollah como parte das negociações com o Líbano, agendadas para a próxima semana. A decisão israelense surge apesar de relatos de que o governo Trump apoia um pedido libanês por uma pausa nos ataques como gesto de boa vontade.
O presidente Donald Trump expressou confiança na abertura do Estreito de Ormuz em breve, afirmando que o Irã está militarmente derrotado. Ele também minimizou o poder de barganha do Irã nas negociações, exceto pelo controle do estreito.
Contexto das negociações
A delegação iraniana, liderada pelo presidente do parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou a Islamabad para as conversas. O Irã reiterou que as negociações só avançam se Washington aceitar suas pré-condições, incluindo um cessar-fogo no Líbano e a liberação de ativos bloqueados.
O Paquistão, por sua vez, comprometeu-se a fazer o possível para garantir o sucesso do processo de paz, com o primeiro-ministro Sharif anunciando medidas para mitigar a crise energética no país.
Impacto no Líbano e Israel
O Líbano enfrenta incertezas após uma onda de ataques israelenses que resultaram em centenas de mortos e feridos. A situação humanitária é descrita pela ONU como uma “tempestade perfeita”. As negociações mediadas pelos EUA entre Líbano e Israel, que ocorrerão em Washington, buscam abordar um cessar-fogo e o início de negociações formais.
Israel declarou que seus ataques visam o Hezbollah e sua infraestrutura, enquanto o grupo é classificado como organização terrorista por diversos países. A escalada de violência levanta preocupações sobre a instabilidade regional e o risco de um conflito mais amplo.
Fonte: Dw