Suzano se beneficia de fibra curta e enfrenta desafios na fibra longa

Suzano se beneficia da fibra curta com oferta restrita e demanda aquecida, enquanto a fibra longa enfrenta estoques altos e produção chinesa. Veja os detalhes.

O setor de papel e celulose observa cenários distintos para a celulose de fibra longa branqueada (BSKP) e a celulose de fibra curta branqueada. Enquanto a fibra curta se mantém em um momento positivo devido a restrições de oferta e demanda aquecida, a fibra longa enfrenta pressões, especialmente da China.

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A principal diferença entre os tipos de fibra reside em suas origens e usos. A celulose de fibra longa, originada de árvores como o pinus, é mais resistente, mas possui um custo de produção mais elevado. Já a celulose de fibra curta, extraída principalmente do eucalipto, oferece maior eficiência em crescimento e produção.

O cenário atual é de divergência entre os produtos, com movimentações na Ásia justificando os movimentos de alta e baixa. Efeitos indiretos do Oriente Médio também podem impactar o setor, com expectativas de efeitos positivos a curto prazo e menos construtivos a médio e longo prazo.

Fibra curta impulsionada pela oferta e demanda

A celulose de fibra curta tem sido impulsionada por questões de oferta, como a situação florestal na Indonésia e paradas operacionais, que aumentaram os custos de madeira na China e reduziram a oferta no curto prazo. A Suzano, por exemplo, já indicou que não prevê entrada de novos projetos de celulose para papel neste ano, devido a perdas estimadas de 150 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026.

O início do projeto OKI, previsto para abril de 2026, foi adiado, mantendo a oferta limitada. Do lado da demanda, a produção de papel na China foi um fator positivo no primeiro trimestre de 2026, ajudando a absorver o mercado mais apertado de BHKP e a sustentar tentativas de aumento de preços.

Fibra longa pressionada por estoques e produção local

Em contraste, a fibra longa enfrenta estoques elevados devido ao aumento da produção chinesa e à substituição F2F. Cerca de 60% a 80% dos estoques nos portos chineses são de celulose de fibra longa. Simultaneamente, a China tem aumentado sua produção local a custos inferiores.

A demanda por BSKP tem sofrido pressão pela substituição F2F, resultando em perda de participação para a produção local e para a própria substituição. Parte do sistema canadense de fibra longa opera com margens negativas, e as margens de BSKP permanecem fracas, sugerindo possíveis paralisações de capacidade.

Apesar do desempenho recente das ações, o Itaú BBA mantém uma visão construtiva para a Suzano, com recomendação de outperform e preço-alvo de R$ 70. A exposição da companhia à celulose de fibra curta, com fundamentos mais sólidos globalmente, sustenta essa perspectiva.

Fonte: Infomoney

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