Israel intensifica ataques no Líbano e exclui país de cessar-fogo com Irã

Israel intensifica bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, mesmo com cessar-fogo com o Irã. Mais de 100 ataques aéreos em 10 minutos deixam dezenas de mortos.
A Lebanese man uses his phone to photograph ruined structures and cars in Beirut, after Israeli airstrike the day before, on Monday, April 6, 2026. Israel said on Wednesday that it supported President Donald TrumpÕs suspension of attacks against Iran for two weeks but added that the deal did not extend to Lebanon, where Israeli airstrikes continued on Wednesday (David Guttenfelder/The New York Times)

Israel lançou, nesta quarta-feira, uma intensa onda de bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A ação ocorreu mesmo com a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e o Irã, de outro.

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A escalada, com mais de 100 ataques aéreos em 10 minutos, seguiu o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que o Líbano ficaria fora da trégua acertada com o Irã. Jatos de combate atingiram a capital libanesa, Beirute, e outras partes do país, com muitos ataques em áreas densamente povoadas e sem aviso prévio.

Balanço de vítimas e evacuações

O Ministério da Saúde do Líbano informou que dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos bombardeios. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, acusou Israel de cometer um “massacre”. O Exército israelense renovou ordens de evacuação para grande parte do sul do Líbano.

Contexto do conflito

A guerra começou no mês passado, após o Hezbollah disparar foguetes contra Israel em solidariedade ao Irã. Autoridades libanesas afirmam que o conflito já matou mais de 1.500 pessoas no Líbano e deslocou mais de um milhão de moradores. Em Israel, ao menos dois civis morreram em ataques do Hezbollah, e cerca de 10 soldados israelenses foram mortos em combate no Líbano.

Esforços diplomáticos e incerteza

O anúncio de Netanyahu contradisse declarações que indicavam a extensão da trégua ao Líbano. Líderes libaneses afirmaram estar envolvidos em esforços diplomáticos para garantir uma trégua para o país, mas o resultado ainda é incerto. Autoridades israelenses vinham rejeitando publicamente iniciativas do governo libanês para conversas diretas sobre um cessar-fogo.

O sentimento predominante no Líbano é de que Washington deu carta branca a Israel, com poucas demonstrações de interesse por uma solução política para desarmar o Hezbollah, recorrendo ao uso da força. Analistas alertam que o conflito pode se prolongar, aumentando o risco de instabilidade interna no Líbano.

Fonte: Infomoney

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