Israel lançou, nesta quarta-feira, uma intensa onda de bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. A ação ocorreu mesmo com a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e o Irã, de outro.



A escalada, com mais de 100 ataques aéreos em 10 minutos, seguiu o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que o Líbano ficaria fora da trégua acertada com o Irã. Jatos de combate atingiram a capital libanesa, Beirute, e outras partes do país, com muitos ataques em áreas densamente povoadas e sem aviso prévio.
Balanço de vítimas e evacuações
O Ministério da Saúde do Líbano informou que dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos bombardeios. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, acusou Israel de cometer um “massacre”. O Exército israelense renovou ordens de evacuação para grande parte do sul do Líbano.
Contexto do conflito
A guerra começou no mês passado, após o Hezbollah disparar foguetes contra Israel em solidariedade ao Irã. Autoridades libanesas afirmam que o conflito já matou mais de 1.500 pessoas no Líbano e deslocou mais de um milhão de moradores. Em Israel, ao menos dois civis morreram em ataques do Hezbollah, e cerca de 10 soldados israelenses foram mortos em combate no Líbano.
Esforços diplomáticos e incerteza
O anúncio de Netanyahu contradisse declarações que indicavam a extensão da trégua ao Líbano. Líderes libaneses afirmaram estar envolvidos em esforços diplomáticos para garantir uma trégua para o país, mas o resultado ainda é incerto. Autoridades israelenses vinham rejeitando publicamente iniciativas do governo libanês para conversas diretas sobre um cessar-fogo.
O sentimento predominante no Líbano é de que Washington deu carta branca a Israel, com poucas demonstrações de interesse por uma solução política para desarmar o Hezbollah, recorrendo ao uso da força. Analistas alertam que o conflito pode se prolongar, aumentando o risco de instabilidade interna no Líbano.
Fonte: Infomoney